Crítica - Bingo Hell

Um filme de horror dentro do subgênero Slasher que tem uma abordagem diferente da que estamos acostumados. O longa conta a história de Lupita e seu grupo de amigos de longa data, que têm o seu salão de festas favorito ameaçado por um empresário misterioso de grande porte, que instala um bingo no local. Porém essa acaba não sendo a maior preocupação de Lupita, que logo percebe que seus amigos começam a ser assassinados de maneira brutal e com características específicas estranhas, e é nesse momento que a idosa decide tomar as rédeas e resolver os problemas da sua comunidade com as próprias mãos.


O filme de uma maneira geral tem uma premissa interessante. Denunciar e abrir diálogos sobre as comunidades latino-americanas, o domínio das grandes corporações, a ganância humana e a negligência policial para esse grupo de pessoas. E mesmo sendo uma produção de baixo orçamento, ele cumpre o seu papel de nos entregar cenas de violência e gore suficiente para os fãs do gênero.


Por outro lado, o roteiro não é satisfatório e seu caminhar é lento ao ponto de não prender a atenção do espectador em certos momentos. Quando se trata da construção dos personagens, o vilão é vazio e sem um objetivo sólido. Enquanto isso as atuações não pecam, todos estão perfeitamente entregues aos seus papéis, que exercem de maneira maravilhosa.


Em conclusão, definitivamente o problema do filme não foi o baixo orçamento porque as cenas foram bem feitas e ainda deram um sentimento de saudosismo aos clássicos, mas sim o roteiro que demora para se desenvolver desencadeando num final quase nada satisfatório.


NOTA: 2 acarajés

Ficha Técnica: Bingo Hell (Original Prime Video)

Título Original: Bingo Hell

Duração: 85 minutos

Ano produção: 2021

Distribuidora: Amazon Prime Video

Dirigido por: Gigi Saul Guerrero

Classificação: 18 anos

Gênero: Terror, Fantasia, Comédia

Países de Origem: EUA