Crítica - Duelo no Asfalto



A Netflix prometeu que esse ano estaria lançando um filme por semana até a última semana de Dezembro de 2021.


Duelo no Asfalto foi o primeiro filme dessa leva e acho muito interessante que o primeiro filme original Netflix do ano seja um filme norueguês tendo carros e velocidade como linha central.


A sequência inicial de Duelo no Asfalto me lembrou um pouco de O Poderoso Chefão, por ser uma festa e reunião familiar comemorando um iminente casamento. O filme começa mesmo quando no dia seguinte, os personagens vão cumprir uma tradição local onde acontece uma espécie de cortejo e o primeiro a chegar no topo fica com a noiva. Só que as coisas saem do planejado e uma motorista realmente aposta uma corrida e chega primeiro no topo levando Sylvia a noiva de Roy. O Roy pede uma revanche e a tal motorista concede essa revanche para três dias mais tarde numa pista da Alemanha.


Até então, tudo bem, tudo tranquilo. Mas conforme o filme caminha, as coisas começam a ficar cada vez mais loucas e estranhas. Personagens aparecem e somem sem explicação aparente, coisas aparecem do nada e sem motivo, até que ela seja conveniente. E do meio pra frente o filme abraça a proposta da galhofa e para de se levar a sério e é justamente nesse momento que o filme passa a prender um pouco mais.


Se você não tem paciência para um filme besta, com uma história simples e efeitos fracos, esse filme definitivamente não é para você. Mas, se você sabe apreciar uma boa galhofa com carros fazendo manobras impossíveis, chega lá na Netflix pra assistir e se divirta.


Nota: 2 Acarajés


Observação: tem uma cena que envolvem carros, polícia, caminhão, navio e saltos que é simplesmente a melhor cena do filme.