Crítica - Enola Holmes



Em 2006, Nancy Springer lançou o primeiro de uma série de livros contando as histórias de Enola Holmes, aquela que seria a irmã mais nova de Sherlock Holmes, assim expandindo o universo do detetive mais famoso do mundo. Tal qual as boas produções audiovisuais recentes de Sherlock, o novo lançamento da @netflix / @netflixbrasil cumpre muito bem o seu papel no que tange a prender o espectador aos mistérios apresentados no longa de pouco mais de 2h de duração.


Dito isso, é preciso mencionar o quanto Millie Bobby Brown rouba a cena - às vezes até literalmente, com uns ótimos momentos de quebra da quarta parede - e demonstra muito bem a força e inteligencia de Enola, mas com um carisma cativante, que faz com quem assista o filme torça pra que a jovem de 16 anos conquiste seus objetivos.



Enola Holmes (o filme e a personagem) consegue passar uma mensagem importantíssima e necessária nos tempos atuais, que é a força da mulher e o poder dela ser o que ela quiser. A excelente atuação da protagonista e o contexto em que o filme se passa (sem me alongar muito, pra não dar spoiler) foram facilitadores para lembrar de que a luta das mulheres por seus direitos é antiga e, ao mesmo tempo, inspiradora para todas aquelas que forem assistir o longa.


Portanto, levando em conta as atuações competentes dos coadjuvantes (Como um Superman mais esperto e uma grande mãe feita pela Helena Bonham Carter) além de um ótimo roteiro, com bons alívios cômicos, uma bela direção de arte, entre outros aspectos já citados, Enola Holmes é um filme muito gostoso de assistir e vale a pena a indicação.


Nota: 4 acarajés


por: David Zuco