Crítica - Mulher Maravilha 1984

Atualizado: 13 de jan. de 2021


Escrever uma crítica sobre uma sequencia ou franquia, ainda mais sobre filme de herói, é complicado porque se espera que quem a lê tenha assistido ao filme anterior e por mais que a pessoa tenha odiado, ela procura informações pra saber se vale a pena assistir essa sequencia, ou não, ainda mais com a cultura do spoiler. Com isso, o texto tem que ser de qualidade para que seja convincente o suficiente para gerar uma motivação pra assistir (ou fortalecer o hate) ao filme.


O universo cinematográfico da DC vem passando por um problema semelhante. Depois de tantos filmes que dividiram muito a opinião do público, apesar de lucrativos, há uma enorme necessidade de que seus filmes sejam de qualidade para que sejam convincentes o suficiente para gerar uma motivação para assistir os próximos longas baseados em seus quadrinhos. Diferente de uma crítica, a DC não cogita criar filmes para fortalecer um hate sobre ela, apesar de ter conseguido em alguns casos.


Mulher Maravilha - o de 2017 - foi um alívio porque as opiniões sobre o filme da heroína foram bem mais positivas, se comparar com Batman vs. Superman, por exemplo. De lá pra cá (fingindo que Liga da Justiça não existiu), a DC começou a acertar a mão e fazer filmes muito bons e expectativas foram criadas para um futuro promissor no seu universo cinematográfico e Mulher Maravilha 1984 - o lançado em 2020 - consegue ser melhor que o primeiro filme, principalmente ao levar em conta que o último ato é bem melhor resolvido.


Mulher Maravilha 1984 é leve, divertido e tem um quê de Indiana Jones, se a gente analisar a história do filme em si. Inclusive, como vem sendo costume nos filmes do gênero, a mocinha e quem é contra ela tem suas motivações justificáveis, causando até certa empatia por quem é contra a mocinha, em certos momentos. Além disso tudo, existem vários elementos no longa, cujos quais nos fazem lembrar a heroína que conhecemos dos desenhos que a gente assistia no SBT. Entretanto, o filme não é tão recheado de cenas de ação, mas as existentes são boas e no tom exato, o que é um grande acerto pelo fato do filme não querer ser mais do que é. Méritos pra Patty Jenkins.


É óbvio que Gal Gadot rouba a cena - tanto na hora de ser Diana e, principalmente, quanto na hora de ser a Mulher Maravilha - e se quiser assistir o filme só por ela e seu carisma, é totalmente compreensível, até porque quem não se derrete com a piscada de olho dela já perdeu o sentido da vida. Apesar disso, Pedro Pascal cumpre muito bem o seu papel, mostrando sua versatilidade pra quem tá acostumado a vê-lo em The Mandalorian (e fica esperando ele falar "This is the way" em algum momento do filme).


A DC acertou de novo, com Mulher Maravilha em 2020 - filme que se passa em 1984 - e com certeza, não só o fã da DC, mas todo aquele que curte gênero de herói e não tem aquela nojeira de só assistir Marvel, fica com expectativa de assistir mais um filme da heroína, ou qualquer coisa que tenha Gal Gadot e Pedro Pascal no elenco.


Notas:

4 acarajés pro filme

5 acarajés pra Pedro Pascal

500 acarajés pra Gal Gadot


Por: David Zuco