Crítica - Pai Em Dobro


Antes de qualquer coisa, é importante você saber que Pai Em Dobro é baseado numa história de Thalita Rebouças, que é uma escritora famosa por fazer livros direcionados ao público adolescente, logo a tendência é que filmes baseados em suas obras sejam filmes leves, pra família e cheio de lições de moral pra ensinar... Então se você tiver disposto a aprender, vai gostar bastante desse filme.


O filme conta a história da Vicenza (Maísa), uma menina que acabou de fazer 18 anos, viveu o tempo todo numa comunidade hippie e sai de lá para ir atrás do pai desconhecido e, durante essa jornada, ela descobre que existem duas possibilidades - os personagens de Eduardo Moscovis e Marcelo Médici - e o foco do longa é mostrar é a convivência da moça com seus possíveis pais. O detalhe é que os pais são de universos opostos e ela é de um universo oposto ao de todo mundo, logo situações, como não saber usar o elevador e sentir as dor e a delícia de comer carne pela primeira vez na vida aos 18 anos, são exibidas... E são apenas situações mesmo. O filme não aprofunda muito sobre o estilo de vida que ela tinha, nem acontece um debate sobre esse choque de universo. Pra mim é algo positivo, levando em conta que o filme sabe suas pretensões e focos.


É elogiável a sintonia da personagem da Maísa com seus pais, algo que é importante pra trama e acaba gerando a confusão na cabeça do espectador sobre qual dos dois tem mais a ver com ela. Além da Maísa, vemos atuações competentes de todo mundo e bons alívios cômicos, típico de um bom filme leve.


Apesar do arco do romance ser bem clichê, Pai Em Dobro é um bom passatempo que diverte, tem o que ensinar e deixa a gente um pouco com o coração quentinho depois que termina de assisti-lo (e um pouquinho engatilhado, caso você curta carnaval).


Nota: 3 acarajés