Crítica - A Escavação


O longa é baseado numa história real sobre Basil Brown (Ralph Fiennes, ou "você sabe quem" pros íntimos), um escavador que foi um dos principais descobridores de uma relíquia do século VI. Basil Brown só veio a ser reconhecido pelo Império Britânico um dia desses e ter um filme contando a sua história é um sinal de merecimento pelo o que ele fez. O filme é de duas horas, mas esse texto vai ser bem curtinho.


(Divulgação - Netflix)

Ralph Fiennes mostra sua competência porque, em momento algum, lembramos do "você sabe quem". Além disso, a cena do último arco envolvendo a mãe (que era a dona do terreno e contratou o escavador) e seu filho olhando as estrelas é bonita. A fotografia é um dos pontos fortes do filme, que se passa bem na véspera da Segunda Guerra Mundial.


Daí é só ladeira abaixo. Tem muita trama paralela desnecessária. É muito personagem pra pouca química. A metade final do filme muda de tom, trazendo informação demais e desconexa com o rolê da escavação. Além de quem foi citado, não há nenhuma grande atuação e é preciso muito esforço pra sentir empatia por alguém ali.


Ou seja, o filme é chato e quando tenta ser um pouquinho frenético, perde o tom. Só não tem nota menor porque o roteiro explica o porquê de tudo acontecer. Se quiser assistir pela curiosidade, se jogue... Mas não diga que foi por falta de aviso.


Nota: 2 acarajés