Crítica - A Escola Do Bem e Do Mal

Filme se estende mais do que o necessário para a narrativa apresentada.



Estamos vivendo uma fase há alguns anos onde os contos de fadas têm sido transformados em novas histórias e para serem adaptados para os cinemas, e o longa A Escola Do Bem e Do Mal traz esse conceito de uma forma interessante.


No universo criado por Soman Chainani os contos de fadas são histórias reais que acontecem com pessoas escolhidas para viverem aquela realidade, e de acordo com suas personalidades essas pessoas são encaminhadas para determinada escola para aprender a como se portar de acordo com a sua futura aventura, daí surge o conceito das escolas. A escola do bem agrega os jovens com potencial para viver as aventuras dos mocinhos e mocinhas, príncipes e princesas, já a escola do mal leciona os jovens com potencial para a vilania.


O longa foca na história de duas melhores amigas, Sophie (Sophia Anne Caruso) e Agatha (Sofia Wylie) onde cada uma delas é direcionada para uma escola diferente da outra. O problema é que Sophie acreditava ser uma princesa e demonstrava ser uma pessoa boa, desse modo, o lógico era que ela fosse encaminhada para a escola do bem e cumpriria o que acreditava ser o seu destino, já Agatha sempre teve a fama de ser filha de uma bruxa no vilarejo em que morava. Porém as duas foram enviadas para escolas diferentes, Agatha para escola do bem e Sophie para a escola do mal, então para as próprias jovens aquilo não fazia sentido e elas precisavam fazer essa troca urgentemente.


A primeira metade do filme até prende o espectador e faz com que a gente tenha vontade de descobrir qual o destino dos personagens envolvidos na narrativa, o problema é que o desenrolar começa perder o compasso, e o ritmo do filme se torna massante e quase dá vontade de desistir antes do final. Essa obra tranquilamente serviria melhor como uma minissérie do que como um filme de duas horas de duração.



O elenco de apoio contou com grandes nomes, tendo a narradora como Cate Blanchett, as diretoras de cada escola como Charlize Theron e Kerry Washington foram mais significativas para fazer com que eu particularmente chegasse até o final da obra.


Além disso, os efeitos especiais na tentativa de construir uma nova Hogwarts peca fortemente, utilizando referências da Obra de Harry Potter da maneira mais superficial possível. No final das contas, é apenas o filme para entreter que nem consegue atingir esse objetivo de um modo geral.


Nota: 1 Acarajé


Ficha Técnica: A Escola do Bem e do Mal (Original Netflix)

Título Original: The School for Good and Evil

Duração: 148 minutos

Ano produção: 2021

Estreia: 19 de outubro de 2022

Distribuidora: Netflix

Dirigido por: Paul Feig

Classificação: 14 anos

Gênero: Ação, Drama, Fantasia

Países de Origem: EUA