Crítica - A Fera



Numa tentativa de viver um luto mais ameno após perder a esposa para um câncer, o Dr. Nate Daniels (Idris Elba) decide viajar pelo mundo com as suas duas filhas, Merr (Lyanna Halley) e Norah (Lean Jeffries), vendo como uma oportunidade de se reconectar com elas. Como última parada da viagem, ele decide voltar para a cidade de Mopane, na África do Sul, onde a sua esposa residiu por anos e é o local em que ele conheceu o seu melhor amigo Martin (Sharlto Copley), um biólogo da vida selvagem e protetor da reserva contra caçadores ilegais.


Mas o que era pra ser uma estadia tranquila num lugar bonito acaba se tornando um verdadeiro pesadelo quando, durante um safari pela savana, eles são atacados por um leão sobrevivente de um massacre feito pelos caçadores ilegais que retorna, com toda a sua ira pra matar quem quer que apareça no seu caminho. Com pouco recurso e presos em um jipe, começa uma luta eletrizante pela sobrevivência, na qual Nate precisa agir para salvar a sua família dessa verdadeira máquina de matar.


Com um ótimo plano panorâmico e uma boa ambientação, o filme é bastante competente como um filme de monstro (sim, sabemos que é só um leão muito, muito, muito grande msm), mas exagera um pouco no tom de realidade. Como o longa é moldado para o endeusamento do nosso astro (quem é o gatão?), é compreensível que o mesmo se comporte como uma força imparável da natureza (Já falei que o leão é grande?) e tenha determinadas habilidades que o diferem dos demais, tais como o incrível super poder de eliminar múltiplas presas num espaço pequeno sem produzir nenhum som audível (o Batman teria inveja). Mas é necessário dizer que o nosso Diabolo (Demônio) é extremamente competente (até demais), o que até deixa o telespectador meio incrédulo sobre tamanho estrago que apenas um leão pode fazer (o bicho é grande viu) e traz boas lembranças sobre o modus operandi dos seus irmãos distantes dos anos 1990, “A sombra e a Escuridão”.


É necessário também pontuar que, no quesito de super poderes, o nosso protagonista não fica muito pra trás. Ele é forte, rápido, extremamente furtivo e dotado de reflexões extremamente velozes e quase faz parecer que o Idris retornou ao papel de Brixton Lore (Hobbs & Shaw), como um humano geneticamente aprimorado. Mas nem tudo são exageros e cenas mentirosas. O filme também conta um excelente ritmo e boas cenas de suspense que te fazem sim saltar da cadeira.


Chame um felino de mais de 200 kg e com dentes de 6cm pra mão pivete. Acredite no seu potencial.


Nota: 3 antílopes mal passados e uma boa escovada na juba


Ficha Técnica:


Título original do filme: Beast Diretor: Baltasar Kormákur

Roteiro: Ryan Engle, Jaime Primak Sullivan

Duração: 1h 33min

Lançamento: 11/08

Ano: 2022

Gênero: Suspense/Drama Distribuição: Universal Studios