Crítica - A Mulher na Janela

Um filme projetado para nos deixar na dúvida até os últimos minutos


O filme conta a história de Anna Fox (Amy Adams) que vive sozinha numa casa que já abrigou sua família, composta de sua filha e seu marido. Mesmo separada, por conta da agorafobia que a impede de estar em locais com várias pessoas, ela mantém contato com seu marido ainda num tom de romantismo e esperança dessa reunião. Todos os seus problemas surgem quando uma família se muda para o apartamento da frente, e como a personagem principal tem o costume de observar as pessoas á sua volta, numa tentativa de se sentir segura, ela presencia o assassinato da matriarca da nova família, Jane (Julianne Moore), e quando a polícia não leva a sério suas denúncias ela se torna obcecada por resolver esse mistério.


Da perspectiva de uma espectadora, posso dizer com toda a certeza que houve uma falha muito grande no roteiro na intenção de transformar- nos em aliados da protagonista. Todo o filme gira em torno de confusões e incertezas de Anna, logo, não temos como comprar a ideia que de fato todo os acontecimentos presenciados por ela são mesmo reais e não só consequências da troca de seus remédios psiquiátricos, que de acordo com o próprio psiquiatra, podem causar ilusões.



Além disso, o roteiro toma uma perspectiva completamente diferente depois da metade do filme, o que se torna desastroso.


Inicialmente somos apresentados á um filme de suspense que até certo ponto cumpre perfeitamente com o pressuposto, entretanto quando as problemáticas vão sendo reveladas e descobrimos o verdadeiro vilão da história, o roteiro toma um curso de terror abruto e desnecessário, na tentativa falha de cativar ainda mais a audiência e aumentar a tensão, quando na verdade resulta numa grande interrogação da necessidade dessas cenas estarem dentro do filme em questão.


Porém nem tudo é tão ruim assim. As atrizes envolvidas na trama fazem um trabalho majestoso, tanto Julianne Moore (em sua curta participação) quanto Amy Adams não deixam a desejar quando o assunto é cativar a atenção do espectador. Em muitos momentos o filme tem um segmento tenso e retilíneo, combinando com o proposto inicialmente, e o fato do culpado pelo crime não ser revelado logo de início ajuda muito com o clima de tensão.


Desse modo, para os amantes de um filme se suspense assim como eu, esse filme é sim uma indicação boa, mas sem muitas expectativas para o final ou para a resolução, até porque um dos plot twists relacionados a personagem principal é de fato muito bem feito e surpreendente, porque não temos pista nenhuma do acontecido.

Confuso não é? Pra mim também foi!


Nota: 2,5 acarajés

FICHA TÉCNICA

Duração: 101 minutos

Ano produção: 2021

Estreia: 14 de maio de 2021

Distribuidora: Netflix

Dirigido por: Joe Wright

Classificação: 16 anos

Gênero: Mistério, Suspense, Drama

Países de Origem: EUA