Crítica - A Sentinela

O novo lançamento da Netflix, A Sentinela, é uma ação que nos traz uma experiência muito mais direta e sem muito rodeios sobre como é acompanhar uma vingança.

No filme, a nossa protagonista Klara (Olga Kurylenko) retorna para sua nação carregando seus próprios traumas adquiridos durante a guerra ao terror contra mulçumanos extremistas para ingressar na operação sentinela em sua própria casa, operação que tem como objetivo proteger do terrorismo os pontos obtidos como frágeis em território Francês.



Ao acompanharmos o dia a dia da nossa protagonista, é visivelmente claro o desconforto constante da personagem, devido aos traumas não tratados e a natureza estressante do seu trabalho. Inclusive a performance notável da Olga Kurylenko que entrega, a todo momento, diversos tiques - expressões faciais caracterizadas pela natureza do seu estresse pós traumático. Quando sua irmã sofre um abuso sexual, Klara deixa de lado os deveres de sua farda e parte em busca de uma boa e velha vingança com as próprias mãos.


Embora o longa conte com poucas cenas de ação, as mesmas são bastante realistas e com uma boa coreografia. A fotografia do filme é sensacional e faz jus a atmosfera da trama.

A Sentinela é um filme competente de ação que nos entrega, sobre uma ótica feminina, toda a ira de uma vingança de caráter especificamente pessoal. O filme falha um pouco na construção de seu vilão que não é nada lá muito profundo (mas talvez muito Deep... Assistam “The Boys” para mais referências) diga-se de passagem, mas os pontos positivos do filme conseguem contornar razoavelmente bem essa deficiência e nos apresentar um bom trabalho.


NOTA: 2 Acarajés e um Bolinho De Estudante.


Ficha técnica:


Título original do filme: Sentinelle

Direção: Julien Leclecq

Roteiro: Julien Leclecq, MatthieuServeau

Elenco: Olga Kurylenko,Marylin Lima,Michel Nabokoff,Martin Swabey

Plataforma: Netflix

Estreia: 05/03/2021

País: França

Gênero: Ação, Aventura, Drama

Ano: 2021

Duração: 80 minutos

Classificação: 16 anos