Crítica - Ainbo - A Guerreira da Amazônia


A galera que é mais crescidinha, tipo eu, ama filmes de animação. Talvez seja pelo hábito de assistir animação desde criança ou pelo fato de haverem desenhos que foram feitos para crianças e adultos. Por isso, meio mundo de gente foi no cinema assistir a versão em CGI de O Rei Leão e vai tranquilamente em outros lançamentos da Pixar, Dreamworks, entre outras distribuidoras. Entretanto, há filmes que são feitos diretamente para o público infantil, em que a galera mais velha acha um tédio, mas a criançada ama horrores. Só que tem filmes que são para crianças e tentam, ao mesmo tempo, ser para adultos e falham miseravelmente nisso. É o caso de Ainbo - A Guerreira da Amazônia.


Antes de falar do filme, de fato, vamos a uma breve aula de geografia: A Amazônia é uma floresta gigante que possui 5,5 milhões de km² e que abrange, além do Brasil, vários países como Bolívia, Colômbia, entre outros países, incluindo o Peru, país de origem do roteirista e dos produtores. Por isso o nome Ainbo, da terra de Candamo, pode soar estranho, mas o filme acontece na parte peruana da floresta amazônica.


Sobre a animação, de fato, devo elogiar que há cenários bonitos. A utilização da fauna e da flora traz um aspecto visual bacana e que a criançada vai amar. Aí a gente vai pra história. Ainbo é uma menina órfã de 13 anos desastrada, mas determinada a fazer de tudo pra conseguir seus objetivos. Sua melhor amiga é Zumi, outra guria de 13 anos, mas que se vê na situação de comandar a aldeia para livrá-la de uma maldição, mas quem vai ter que fazer isso é a própria Ainbo. Outra grande amiga sua é uma árvore - parece tosco, mas no meio pro final do filme, isso ganha sentido. Mas se você conseguir resistir até chegar nessa parte, já merece meus parabéns.


Ao decorrer do filme, aparecem uns guias espirituais, em forma de tatu e anta. Um animal pequeno e um animal grande que deveriam ser o alívio cômico do filme - tal qual um suricate e um javali, ou então um bicho-preguiça e um mamute. Já viu essa fórmula antes, né? - mas não tem graça nenhuma. E a história se resume num sobe-desce até chegar no final.


Como eu disse, o filme falha em tentar alegrar os adultos. Desde humor extremamente sem graça, até o fator de colocar a culpa do desmatamento e morte dos indígenas em forças espirituais malignas. Para nós, grandinhos, isso é um grande desserviço. Entretanto, talvez as crianças devam gostar da animação e a aventura proposta. Mas se você tem habilidade pra ler e entender o que escrevi acima, recomendo que vá assistir a versão animada de O Rei Leão. Vai aproveitar bem melhor o seu tempo e aprender a cantar Hakuna Matata molda caráter.


Nota: 2 acarajés, com muito esforço.


Ficha Técnica


Nome Original: Ainbo: Spirit Of The Amazon

Gênero: Animação, Aventura Duração: 1h24min Classificação: Livre

Roteiro: José Zelada

Direção: José Zelada, Richard Claus

Produção: José Zelada, Cesar Zelada, Sergio Zelada

Distribuição: Paris Filmes