Crítica - Bliss: Em Busca da Felicidade



ALERTA DE SPOILER: VOCÊ NÃO VAI ENCONTRAR A FELICIDADE ASSISTINDO ESSE FILME!


Na primeira vez que assisti Bliss, me veio a cabeça que o objetivo de Mike Cahill - roteirista e diretor do filme - era imaginar qual seria o conceito de Christopher Nolan sobre Matrix. Quando se assiste ao trailer e lê a sinopse, a impressão que dá é que o filme promete muito... Não chega a ser aquela decepção nível Esquadrão Suicida, mas o filme falha muito em sua concepção.


Pra resumir, o casal protagonista vive em dois mundos: um inventado e o mundo real. O inventado foi feito pra que o mundo real pudesse ser melhor saboreado e valorizado, digamos assim.


Casal sem química. É isto. (Reprodução - Amazon)

A partir daí começa a bagunça: uma ficção científica que começa na pegada do romance entre um casal sem química (Casal esse que deveria ter uma química enorme, levando em conta o que o filme nos apresenta. Isso é um erro grave e não sei se a culpa é dos atores, da direção ou dos dois), depois começa a parte da ficção científica e onde muita coisa acontece e não dá pra entender exatamente como funciona parte disso tudo (Obs.: Nolan saberia explicar, se o filme fosse dele). Nesse contexto, a trama tenta falar sobre apego familiar, sobre vício, sobre se é necessário fazer tudo certo mesmo pra ser feliz... Tudo isso em 1h45 de muita informação mal colocada, resultando numa grande perda de tempo.


Pra não dizer que falei mal do filme 100%, devo dizer que o filme não é ruim na parte técnica. Trilha sonora se encaixa no tom certo e a fotografia é ok. Com isso devo dizer que se você quiser assistir esse filme, faça isso apenas se não tiver coisa melhor pra fazer e não vá querendo entender as coisas, senão vai passar raiva.


Pra terminar, foi necessário assistir esse filme duas vezes pra ver se eu havia perdido alguma coisa, um pequeno detalhe que respondesse a algumas de várias perguntas que o filme traz... Mas não. Não mostra porque o cara tem saudade do que não viveu ainda, não mostra de fato como é possível o mundo criado se conectar com o mundo real, além de outras várias perguntas que ficam. "Ignorance is bliss" (Ignorância é uma bênção) e essa bliss eu não tive.


Nota: 1 acarajé pela parte técnica e um abará pra mim por ter tido a coragem de assistir esse filme duas vezes.