Crítica – Duna



Duna (o livro) foi escrito por Frank Herbert, foi lançado em 1965, tem quase mil páginas e é considerado uma das maiores obras de ficção científica de todos os tempos. É um livro riquíssimo em detalhes e muita gente é fã dessa grandiosa obra literária. Obviamente, um livro desse porte chama a atenção dos produtores de Hollywood, tanto que houve adaptação pras telonas.


Duna (o filme de David Lynch) foi lançado em 1985 e tentou abranger toda a história e os aspectos que reproduzem os cenários em que a ficção acontece, mas sem muito sucesso. Mas já que levaram pro cinema, uma obra como Duna (o livro) merece uma adaptação à sua altura e desde quando foram divulgadas as primeiras imagens, trailer, Timothée Chalamet, Zendaya e cia., Duna (o filme de 2021) vem cercado de grande expectativa por conta de vários aspectos, tais como efeitos visuais, caracterização dos personagens, a Zendaya, entre outras coisas que encheram os olhos e colocaram o longa como um dos mais esperados do ano e, de duas uma: filmaço ou fracasso – esse temor justificado por conta de Duna (o filme de David Lynch) – sendo que a dúvida principal seria como a história seria contada e como as adaptações do livro seriam transformadas para o audiovisual, além das atuações.


Duna (o filme de 2021) entrega tudo e mais um pouco. Pra começar, Denis Villeneuve acertou demais em dividir a história e esse é o primeiro filme de uma sequência (tomara que seja), tanto que, nos créditos iniciais, somos apresentados ao longa como Duna – Primeira Parte. Essa primeira parte, de um livro de quase mil páginas, tem pouco mais de duas horas e meia de duração e o ritmo é maravilhoso e muito bem equilibrado.

Embora existam muitos detalhes do livro que são diferentes no filme, mas são justificáveis para que houvesse uma melhor adaptação possível para o cinema, desde caracterização de personagens até detalhes da história que foram “antecipados” para que o longa não ficasse tão arrastado nos momentos de drama, que possui atuações competentes, principalmente do Timothée Chalamet e da Rebecca Ferguson, mas além disso há uma grande profundidade dos personagens que é bem explorada e diálogos interessantes e alguns bem fieis ao livro – às vezes palavra por palavra, embora com certa alteração de personagem algumas vezes, entretanto isso não interfere na qualidade do filme.


Fora a parte dramática, ainda vemos conflitos, ação, aventura, filme de monstro, alívios cômicos e efeitos especiais, visuais e sonoros maravilhosos. O filme teve sua pós-produção realizada numa sala de IMAX e Duna (o do Denis) é pra ser visto no cinema. São filmes como Duna que me lembram o porquê o Kiviage Cast é contra a pirataria. Sem medo de ser feliz, digo que é o melhor filme que vi no ano, até agora, e tenho certeza que pintou um dos grandes concorrentes ao Oscar do ano que vem.


Nota: 5 acarajés completos


Essa crítica foi escrita com a colaboração de Bianca Cerqueira.





Ficha Técnica


Nome: Duna (Dune) Gênero: Ficção Científica, Drama, Ação, Aventura Duração: 2h36min Elenco: Timothée Chalamet, Rebecca Ferguson, Oscar Isaac, Josh Brolin, Zendaya, Stellan Skarsgaard, Dave Bautista, Jason Momoa, Charlotte Rampling Direção: Denis Villeneuve Roteiro: Denis Villeneuve, Jon Spaihts Produção: Denis Villeneuve, Cale Boyter, Mary Parent Distribuidora: Warner Bros.