Crítica - Eu Me Importo




"Um casal de picaretas aplicam golpes em idosos para poder tomar conta dos seus bens, mas ao mexer com as pessoas erradas, a dupla acaba se envolvendo em grandes confusões". Essa citação hipotética aí poderia ser muito bem de um filme de comédia do Paulo Gustavo, mas pode ser muito bem a sinopse de Eu Me Importo. Embora possua elementos cômicos que trazem um pouquinho de leveza, definitivamente ele não é um filme de comédia.


O longa protagonizado por Rosamund Pike é um ótimo suspense e quem gosta do gênero vai apreciar bastante o filme que tem um ótimo roteiro e que consegue lhe surpreender até o último instante, porque a trama vai sendo conduzida até certas situações que vão mais longe do a gente pensava que poderia acontecer, apesar de haver certos momentos que trazem aquele pensamento de que "isso só acontece em filme".


Propositalmente (eu imagino), dificilmente o espectador consegue sentir empatia com quase ninguém no filme (repare que eu disse "quase"), por conta das armadilhas criadas entre os principais personagens e o filme não lhe motiva a torcer por ninguém, mas ao mesmo tempo lhe prende porque instiga querer saber quem vai "ganhar" no fim da história. Muito por mérito da direção do filme, além da química e ótima atuação do casal protagonista e do desempenho competente do seu... rival, eu diria - apesar de que, quem já assistiu "Garota Exemplar" pode ter a impressão, em certos momentos, de que Rosamund Pike está fazendo a mesma personagem, só que em outras circunstâncias.


No mais, Eu Me Importo lhe envolve, consegue entreter muito bem e alcançar seus objetivos e pretensões. E caso você perceba que o filme pode ter um final meio injusto, vai perceber que se lembrou de quase todos os personagens (e lembre muito bem quando e onde eu disse "quase").


Nota: 4 acarajés


Ficha Técnica:

Eu Me Importo (I Care A Lot)

Elenco: Rosamund Pike, Eiza Gonzalez, Peter Dinklage, Dianne Wiest

Roteiro: J Blankeson

Direção: J Blankeson