Crítica - Lupin



Não é novidade que a Netflix gosta de nos testar, moralmente falando. Eles gostam de nos colocar de cara com bandidos legais, tenta até nos mostrar um certo lado humano em pessoas que cometem atos horríveis.


Tanto que um dos maiores sucessos da Netflix é justamente La Casa de Papel. A série conta a história de um bando de pessoas aleatórias executando grandes roubos e fazendo a polícia de besta. E é impressionante como é fácil esquecer que eles são os bandidos enquanto assistimos.


Só que com Lupin, a Netflix levou isso a um nível completamente novo e alto! A série, dirigida por George Kay e protagonizada pelo maravilhoso Omar Sy (do filme Intocáveis), é simples incrível e com certeza já é um dos mais novos sucessos da Netflix, se mantendo no top 10 (em primeiro) já há um bom tempo, passando por cima inclusive de outros fenômenos na plataforma como Vikings e Cobra Kai.


A série conta a história do "ladrão gentil" Assane Diop (Omar Sy) que inspirado pelas aventuras do Lupin, quer se vingar de uma família rica por uma injustiça cometida contra seu pai, Babakar Diop.


Os motivos para gostar dessa série são inúmeros. Mas para mim, o principal é justamente a atuação e carisma de Omar Sy interpretando o ladrão. A cada vez que o personagem se disfarça de uma nova forma, o ator muda completamente a postura e jeito de falar. Assim como quando seu personagem passa por momentos mais dramáticos, ele entrega muito bem! O cara é um show e vale assistir a série só por ele.


Só que como se isso não bastasse, a série tem uma trama interessantíssima que te prende. Apesar de alguns momentos serem um tanto previsíveis, a sensação que fica é que até mesmo o previsível é surpreendente.


Se você gosta de uma boa história de ladrão, mestre do disfarce, truques que parecem mágica e um cara safo e esperto que engana quem quiser com grande facilidade. Lupin é pra você.



O lado dramático da série também funciona muito bem. O personagem do Assane é um cara que perdeu o pai e tem um filho adolescente que vive com sua ex-mulher (que ele claramente ainda tem sentimentos). Só que ele acabou se tornando um cara que não consegue se desvencilhar do passado e acaba com isso não vivendo o presente e não valorizando quem está ao redor dele.


E é justamente esse equilíbrio incrível de diversos gêneros como ação, comédia, drama e até ilusionismo, que torna a série tão interessante e diferente! O que é difícil mesmo é torcer contra a primeira versão de um Lupin interpretado por um preto.


O final da primeira parte da série com certeza deixou um gosto de quero mais e ansiedade em qualquer um que assistiu. Mas talvez não precisemos esperar muito. Visto que a segunda

temporada já está em andamento, existe uma possibilidade real de a segunda parte chegar para nós esse ano ainda, quem sabe no segundo semestre?





Eu sei que os cinco episódios entregues na primeira parte valem sim toda essa empolgação que a série tem causado na Netflix.


Nota: 4 acarajés


Deixo aqui meu pedido de cuidado! Depois de gambito da rainha as pesquisas por xadrez aumentaram e muito. Depois de Cobra Kai as pesquisas por caratê aumentaram bastante também. Só espero que as pesquisas por "como roubar sem ser notado" não aumentem muito na internet.


Mas e você? Assistiu Lupin? O que achou? Conta aqui pra gente!