Crítica - Matrix Resurrections



Uma das franquias mais revolucionarias da história do cinema ganha mais um capítulo, assim como muitos filmes vem ganhando sequência depois de muito tempo. Tendo Lana Wachowski na direção dessa nova produção (sem a Lily envolvida, cuja qual não quis entrar num projeto que remeta ao início da sua carreira nos cinemas), Matrix Resurrections poderia não ser necessária, mas sem dúvidas é um dos universos que cabia múltiplas sequências, spin-offs, prequels, entre outros, sem precisar de um reboot ou remake.


O filme se justifica em vários diálogos, inclusive utilizando várias metalinguagens que podem ser bem chocantes. Quanto a isso, cabe mencionar o grande mérito do roteiro ao trazer diálogos interessantes e palatáveis. A falha ficou em explicar o porquê de ressuscitar o Neo (Keanu Reeves), a Trinity (Carrie-Anne Moss) e companhia limitada. Longe de mim odiar essa galera, mas o próprio filme mostra que personagens como a Bugs (Jessica Henwick) poderiam dar sequência a essa história sem ter a necessidade de trazer de volta a dupla principal da primeira trilogia, que poderiam acabar sendo apenas o chamariz para esse quarto filme.


Entretanto eu digo que o Keanu e a Carrie-Anne são protagonistas e roubam a cena durante todo o longa. A turma de coadjuvantes se fazem muito presentes, com grande destaque pro Neil Patrick Harris, ajudando muito a conduzir a história e trazer as mensagens desejadas para a construção desse novo universo e sua justificativa.


Visualmente falando, os efeitos especiais e visuais são espetaculares. Em conjunto com a direção de arte, a fotografia é muito boa e consegue muito bem facilitar o contraste entre os dois mundos sem precisar de muita filmagem em tons de verde. Mas levando em conta a inovação que foi trazida em 1999, no primeiro filme, o mínimo que se esperava era uma parte técnica extremamente competente nesse ponto. Outra característica mantida da trilogia é a qualidade das cenas de tiro, porrada e bomba que são muito bem filmadas, bem coreografadas e devem encher os olhos de quem assiste.


A torcida era de que Matrix 4 fosse melhor que o segundo e terceiro filmes da franquia. De fato é, e com certa sobra. É um filme redondinho que, embora tenha ponta solta, se resolve sozinho. Acredito que deva fazer sucesso (e seria merecido inclusive), dando espaço para outras sequências. Se seriam úteis ou não, é outra conversa. O ponto é que a narrativa, a ação, os diálogos, Keanu Fucking Reeves, os vários momentos de humor e piadas, entre outros elementos fazem com que esse filme mereça elogios e a nota que vem aí.


Nota: 4 acarajés.


Ficha Técnica:


Nome: Matrix Resurrections (vulgo Matrix 4)

Gênero: Ação, Ficção Científica, Lisergia

Duração: 2h28min

Elenco: Keanu Reeves, Jessica Henrick, Neil Patrick Harris, Carrie-Anne Moss, Yahya Abdul-Mateen II, Jonathan Groff, Priyanka Chopra Jonas, Jada Pinkett Smith

Roteiro: Lana Wachowski, Aleksandar Hemon, David Mitchell Direção: Lana Wachowski Produção: Lana Wachowski, Grant Hill, James McTeigue



Fica! Tem bolo e cena pós-créditos!


Não chega a ser um gancho pros próximos filmes, mas é uma cena interessante. Aproveito a deixa para falar que o filme critica tudo: os blockbusters, a distorção do que é arte, o Facebook. Sobrou até pro TikTok.