Crítica - Mortal Kombat

Baseado na já estabelecida e sanguinolenta franquia de jogos digitais, essa nova tentativa de adaptar o universo de Mortal Kombat chega às telonas após ter já estreado digitalmente e nós fomos convidados pela Warner Bros. para dar uma conferida no filme.


A trama conta a história de Cole Young (Lewis Tan), um decadente lutador de MMA que continua tentando ganhar dinheiro com suas lutas até que Jax (Mehcad Brooks) o encontra e fala sobre sua marca em forma de dragão. Pouco tempo depois, Cole e sua família é atacada por Sub-Zero/Bi-Han (Joe Taslim) porém salva por Jax que manda ele procurar por Sonya Blade (Jessica McNamee), a qual explica a razão de sua marca em forma de dragão e a missão de defender a Terra das garras das forças malignas da Exoterra em conjunto com os outros Campeões portadores da marca. Entre esse portadores temos o mercenário duas-caras Kano (Josh Lawson), o monge shaolin Liu Kang (Ludi Lin) e seu irmão shaolin Kung Lao (Max Huang), todos a serem comandados pelo Lord Raiden (Tadanobu Asano).

De forma geral eu gostei bastante do longa que trouxe uma coisa que eu tive medo que faltasse: sangue. Como um filme mais maduro que os antecessores, tivemos lutas mais bem coreografadas e cenas bem mais violentas desde o início, quando acontece a luta de Scorpion vs Sub-Zero e várias outras. Além disso, o filme traz muitas referências tanto aos criadores do jogo Ed Boon e John Tobias quanto a falas icônicas do jogo, como “Get over here!”, “Flawless Victory” , “Kano Wins!” e até é citado um “Fatality” em certa parte do filme, além da ultra conhecida música tema da franquia que ganhou um remix que vai definitivamente entrar nas minhas playlists. Também são mostradas referências a Nightwolf, Kotal Kahn, Johnny Cage, Bo’ Rai Cho, Kitana e até Shinnok. A apresentação de Hanzo Hasashi/Scorpion (Hiroyuki Sanada) se prova como muito bem feita e é seguro dizer que é uma das melhores cenas do filme tendo como ponto alto sua bela coreografia de luta e o uso de áudio em idioma original que sempre vejo com bons olhos. O personagem de Cole não consegue passar muito sobre quem da franquia original ele está representando, mas definitivamente suas tonfas são uma alusão à Tanya, personagem presente na franquia desde Mortal Kombat 4. Resumindo: é um bom filme de ação e para aqueles que sentem saudades de ver a franquia no cinema se prova um filme convincente e satisfatório. Mas nem tudo são flores, não é mesmo? Como esperado de filmes baseados em jogos, a história em si é bem rasa deixando vários furos como, por exemplo, quem Jax e Kano matam para conseguir suas marcas, como começou a treta entre Bi-Han e Hanzo Hasashi e até se o torneio irá começar. Além disso, temos outras coisas que ficaram ridículas, tipo a justificativa para a perda dos braços do Jax e como Kano conseguiu seu poder… aquilo não me convenceu. Sobre a CGI tenho que acrescentar que é apenas satisfatória e não passando disso, visto que temos um Hulk de 4 braços interpretando o Goro (parece que a Marvel não tá pagando o suficiente). O Liu Kang Palestrinha me doeu também pois parecia que ele nunca iria terminar de falar - sua participação foi muito mais expositiva do que o necessário. Sumário: Um bom filme de ação e satisfatório para os fãs, porém cheio de furos e coisas mal explicadas que espero que se resolvam na sua continuação.


Nota: 3 acarajés básicos com um litro de refrigerante de cola diet.


Ficha Técnica:


Título Original: Mortal Kombat

Duração: 110 minutos

Ano: 2021

Estreia: 20 de Maio de 2021

Distribuidora: Warner Bros.

Direção: Simon McQuoid

Classificação: 16 anos

Gênero: Ação, Aventura, Thriller, Fantasia, Sci-fi

Países de Origem: EUA

Elenco: Lewis Tan, Jessica McNamee, Josh Lawson, Joe Taslim, Mehcad Brooks, Tadanobu Asano, Hiroyuki Sanada, Ludi Lin, Max Huang.