Crítica - O Peso do Talento

Em O Peso do Talento, Nicolas Cage interpreta um ator com problemas na carreira, de nome Nicolas Cage (não é um homônimo. Cage interpreta a si mesmo e isso não é uma metáfora), e que se vê numa situação onde precisa ser um agente disfarçado da CIA. Se essa sinopse foi o suficiente para lhe deixar empolgado com o filme, saiba que você vai gostar muito desse longa.


Todos nós sabemos que Nicolas Cage não vem tendo boas escolhas em Hollywood nos tempos recentes, tanto que muita gente não sabe que o ator já ganhou um Oscar – merecidamente, diga-se – e acha que a carreira dele não passa de um meme. Partindo disso, é possível imaginar que uma nova produção pode ser ridícula e tosca, só que isso pode ser bom e O Peso do Talento é a prova disso. A partir do momento em que o filme abraça essa ideia, tudo conspira a seu favor.


Nesta ótima comédia, há um Nicolas Cage sem medo de ser feliz na atuação, um Pedro Pascal que compra a ideia do tosco, também. Um roteiro com ótimo humor e piadas que farão você gargalhar, além de possuir metalinguagens e dialogar com a vida e carreira de Cage. É um simples muito bem feito, onde o foco são os diálogos, que são o grande trunfo do longa.


Além disso tudo, tem umas cenas de ação legais, mas não são o foco. O foco é no quão absurdo e maravilhoso é trabalhar com essa ideia. O elenco compra muito bem a ideia do filme, fazendo com que o resultado final seja maravilhoso. Está longe de ser uma senhora produção, mas satisfaz muito quem se dispõe a assistir e abraçar essa maluquice. Sem medo de ser feliz, digo que é uma das grandes comédias do ano e não estranhe a nota alta pros padrões.


Nota: 4 acarajés e um abará