Crítica – Os Caras Malvados

Uma das coisas que mais gosto da Dreamworks é o fato de a produtora sempre variar a forma de fazer suas animações e me refiro ao traço, mesmo. Quem não conhece, dificilmente diria que a empresa criadora de Como Treinar Seu Dragão é a mesma de Shrek ou A Origem dos Guardiões. O mesmo discurso dá para adotar com Os Caras Malvados.


Um dos destaques dessa produção é o diálogo entre os diversos tipos de traço, incluindo cenas em animação 3D, tendo caracteres em 2D de fundo. É algo diferente e muito bem feito, tornando o filme mais atrativo para crianças e adultos. Sem contar outros pontos interessantes, como quebra de quarta parede, algo que não é muito comum no universo das animações.


Os filmes de animação dos tempos atuais meio que tem um modus operandi parecido: Uma história com um roteiro simples, mas que seria muito difícil de ser realizada em live action, com personagens carismáticos, humor e piadas, além de uma moral da história. Os Caras Malvados tem tudo isso e é tudo feito de uma forma bastante competente, com um destaque para os vários plot twists, que poderiam estragar a trama, mas não o fazem por ser bem redondinho e se acertam bem com o resto.


A animação cumpre seu papel ao divertir adultos e crianças, lembrando de sempre passar uma lição importante para quem assiste. Faz isso de modo carismático e engraçado, se mostrando mais um acerto da Dreamworks e tornando toda e aquela pessoa que é fã de animação satisfeita com o que for assistir.


Nota: 4 acarajés