Crítica - Ponto Vermelho



Um casal, sem armas, num lugar completamente aberto e ameaçados por algo que não podem ver. Dá pra imaginar diversos filmes assim não é mesmo? Um dos que claramente vêm à minha mente é aquele "A Trilha".


Mas enfim, estamos aqui pra falar sobre 'Ponto Vermelho', que apresenta todas essas características e apenas isso, nada de novo, mais do mesmo.


Dirigido por Alain Darborg, o filme, que é sueco, conta a história de Nadja e David (Nanna Blondell e Anastasios Soulis) que estão passando por um momento ruim do relacionamento. Por isso, decidem fazer as malas e partir para uma viagem em uma região distante da Suécia. É lá que eles acabam encontrando um misterioso e perigoso "caçador".



É aquele típico filme de sobrevivência, caça de gato ao rato, em que vemos pessoas sendo caçadas por alguém "invisível". Até o momento de virada do filme, não fazemos idéia de quem seja ou o motivo pelo qual está fazendo isso. Essa invisibilidade, em tese, trabalha para aumentar a tensão no filme, já que os protagonistas estão em desvantagem completa. Em alguns momentos os atores até conseguem passar bem esse senso de urgência e tensão no filme, mas não o suficiente para ser algo super interessante e novo.


O filme ainda irrita ao colocar diversas coincidências que aparecem o tempo inteiro para ajudar ou atrapalhar os protagonistas que foram acampar e não sabem nem montar uma barraca.



Um ponto positivo é visual do filme, que se passa numa passagem belíssima e que é muito bem filmada aqui. Uma outra coisa legal é que mesmo nas cenas à noite, você não precisa ficar se esforçando para ver o que está acontecendo pelo fato de estar muito escuro. Gosto da iluminação nesse filme.


Mas nem de longe isso salva o filme. Ponto Vermelho repete velhas fórmulas de sobrevivência, de caçada de "gato e rato" na natureza isolada e abre mão de trazer qualquer coisa original. É mais do mesmo. Por um lado, isso deve agradar quem gosta de filmes do gênero e tá procurando por algo assim para assistir. Por outro, decepciona quem quer alguma coisa minimamente criativa e procura uma experiência diferente com o filme.


Nota: 2 Acarajés