Crítica - Thor: Amor e Trovão

Atualizado: 6 de jul.

Depois de dois primeiros filmes esquecíveis do deus do trovão, o Ragnarok anterior ao Guerra Infinita foi um alento aos fãs do MCU (o Multiverso não estava estabelecido ainda, então é apenas Universo Cinematográfico da Marvel). Vendo que a fórmula de não se levar a sério havia funcionado, (in) Taika Waititi (we trust) parece ter entendido que estava com a faca e o queijo na mão pra poder trazer o melhor dos arcos de Thor e o fez em Ana Raio e Zé Trovão.



Thor: Amor e Trovão segue a linha do seu antecessor, que é fazer piada atrás de piada sem medo de ser feliz e explorar arcos dos quadrinhos que permitem a farofa rolar solta, em quase duas horas de longa. É bem perceptível que Chris Hemsworth (Zé Trovão) entendeu a sua função, se joga na hora de fazer muito humor e piadas e botar sua bela raba pra jogo (sim. No filme não tem a tarja do trailer). Dessa vez, é na base do humor que a tão questionada sintonia entre Chris e Natalie Portman (Ana Raio) fica mais redonda, somando ao fato de Tessa Thompson (Rei Valquíria. Sim, tá escrito certo) se fazer bem presente e ajudando a dividir o peso da atuação coadjuvante. Nunca esquecer das cabras, que são um espetáculo à parte e são as maiores estrelas.


Devo falar que os diálogos são excelentes e o roteiro mantém seu equilíbrio, estabelecendo uma ótima jornada do herói e sendo bem assertivo quando precisa mudar o tom e as cores (quando não perde o colorido todo), principalmente quando o Gorr (Christian Bale) aparece em tela, desde sua primeira aparição quando há um questionamento interessantíssimo sobre a motivação de se acreditar em um deus e basta pouco pra fundamentar a construção de um ótimo vilão que mostra sua força, mesmo tendo pouco tempo de tela.


Os efeitos visuais são lindos, a trilha sonora repleta de rock dos anos 80 é espetacular, as atuações são ótimas, o humor e piadas são o ponto alto desse filme, Taika Waititi é um fenômeno. Nele nós confiamos em seguir trabalhando na Marvel (e em Star Wars. Não custa sonhar) porque ele acertou de novo. Acertou mais do que antes. Thor: Amor e Trovão é o filme mais engraçado da Marvel e tem um dos terceiros atos (aquela parte final do filme) mais divertidos de se assistir no MCM (agora sim é Multiverso Cinematográfico da Marvel). É um filme que vale muito a pena e obviamente vai ter a nota máxima.


Nota: 5 acarajés completos e sem pimenta.



Fica! Tem bolo e DUAS cenas pós-créditos.


A aparição de Russell Crowe é maravilhosa durante o filme. Ele interpreta Zeus, bota o Thor com a bunda de fora e pode fazer mais coisas do que aparenta. Mantenha sua atenção. Além disso, a segunda cena pós-créditos é bonita. Vale a pena ficar até o final pra ver. Caso você seja uma pessoa que gosta de teorizar, essa cena pode trazer muito material pra conspirar. Aproveite o filme.


Ficha Técnica:


Nome Original: Thor: Love And Thunder

Gênero: de herói, humor e piadas, porradaria e rock'n'roll.

Duração: 1h59min

Elenco: Chris Hemsworth, Natalie Portman, Tessa Thompson, Taika Waititi, Christian Bale, Russell Crowe, Cabras e fãs de Guns N' Roses. Participação especial: Os Guardiões da Galáxia.

Roteiro: Taika Waititi, Jennifer Kaytin Robinson

Direção: Taika Waititi

Produção: Papai Kevin Feige, Louis D'Esposito, Victoria Alonso e Chris Hemsworth (fala dele!)

Distribuição: Marvel Studios/Walt Disney Productions