Recomendação - Lisbela e o Prisioneiro

"O amor é filme! Eu sei pelo cheiro de menta e pipoca que dá quando a gente ama" canta Cordel do Fogo Encantado assim que começa os créditos finais de Lisbela E O Prisioneiro.


Peguei esse trecho pra começar esse texto porque me permite falar algumas coisas sobre o filme, que é um filme sobre filmes de amor e que se torna num filme de amor. Um filme de amor, com canções de amor interpretadas por grandes nomes da música brasileira, como Caetano Veloso, Elza Soares e Zé Ramalho com Sepultura (SIM!), e que em determinados momentos, essas músicas dialogam com o filme de um jeito único e que o torna cada vez mais especial.


Falando em dialogar, o longa também é uma (excelente) comédia e quem não gosta muito de filme de romance, ainda assim se diverte com os diálogos e momentos do filme que rendem boas gargalhadas. Muito, também, por mérito do grande elenco e suas ótimas atuações que convencem a quem não gosta muito de filme de romance a torcer pelo casal protagonista.


O filme é uma adaptação do romance homônimo de Osman Lins e recebe algumas alterações e acréscimos de personagens, como o próprio cinema, gerando momentos de metalinguagem e graças a essas e outras coisas, como direção, roteiro e tudo o que falei antes, torna Lisbela E O Prisioneiro uma das melhores obras do cinema nacional e faz todo mundo querer guardar ele num potinho, toda vez que o assiste e re-assiste e re-e-assiste, como fiz agora, enquanto escrevia a crítica.


Elenco: Selton Mello, Débora Falabella, Virgínia Cavendish, Marco Nanini, Bruno Garcia e grande elenco.

Direção: Guel Arraes

Roteiro: Guel Arraes, Pedro Cardoso e Jorge Furtado.


Nota: 5 acarajés e se você discordar, discorde sozinho de sua casa.


Por: David Zuco