Review - Falcão e o Soldado Invernal: O Mundo Está Vendo


Depois de sair as presas de Madripoor e da dancinha do Zemo, seguimos para o episódio dessa semana.


Primeira observação: O episódio começa em Wakanda e vemos que o Bucky é totalmente liberto da “programação” que ativava o soldado da Hydra. No mais, Wakanda Forever!


O episodio de hoje teve muito mais uma vibe de espionagem e só tivemos ação no final do episódio. Não me entendam mal, mas isso não é ruim. Vimos muito mais do Zemo e de como a sua mente funciona. Consegui sentir nesse episodio como se ele estivesse treinando tanto o Sam quanto o Bucky nas artes da espionagem, embora os dois heróis sejam ótimos espiões. Sam ficou fugido do governo dos EUA por dois anos, depois dos acontecimentos de Guerra Civil, e o Bucky foi treinado por anos pela Hydra (Mesma Hydra que cresceu nas sombras da SHIELD, sem que ninguém percebesse). Mas estamos falando do Zemo não é mesmo? A pessoa que, sem poderes e sozinha conseguiu desestabilizar os Vingadores e matar o rei de Wakanda, sem que quase ninguém percebesse. Ele usa métodos baixos e não tem medo nem vergonha de usar até mesmo crianças para conseguir cumprir as suas vontades e foi isso que ele fez nesse episodio, nem mesmo Sam ou Bucky conseguiram pistas sobre a localização da Karli (líder dos Apátridas), justamente pela lealdade que todos tinham a ela, eles não a enxergam como uma vilã, mas como uma heroína, já que ela é a única esperança deles (Refugiados).


Também conseguimos ver muito bem o lado da Karli. Apesar das maneiras letais, ela não é muito diferente do Sam. Ela não quer nada mais do que salvar e dar oportunidades para aqueles que ela considera família – os refugiados – o que faz todo o sentido com a proposta dos Apátridas na série, que é “um mundo sem fronteiras”. Num diálogo entre Karli e Sam, ela explica que, durante o blip, todas as nações ignoraram as barreiras que existiam entre elas e não pensaram em nada além de ajudar umas as outras, de dar moradia a quem precisava comida e medicamentos também. Então quando o blip foi desfeito, com o estalo do Hulk em Ultimato, tudo voltou em teoria a ser o que era antes, as nações iriam se fechar novamente, o que então motivou Karli a roubar o soro do mercador do poder para resolver essa situação com as próprias mãos. Ela não quer nada além de ajudar pessoas e deixa isso bem claro para o Sam. O problema é que, diferente dele, ela não tem limites para chegar nos seus objetivos e Sam tenta mostrar a ela que, com essas atitudes, ela não se torna diferente do que quem ela tenta atacar. Essa conversa dos dois causou uma grande aproximação da gente com a personagem da Karli, já que, por mais que entendêssemos as atitudes dela, não entediamos a justificativa, que parecia até mesmo sem sentido e fraca, às vezes. Mas esse episódio nos fez criar uma empatia maior pela personagem.


A cena da conversa porem é interrompida pela chegada do nosso querido (ou não tanto) Capitão América, que chega já quebrando tudo, inclusive a confiança da Karli no Sam. Então a Karli consegue fugir do nosso grupo e heróis contudo é encontrada pelo Barão Zemo, que atira na direção dela sem dó, nem piedade, acertando a sua barriga e derrubar as doses do soro que ainda estavam na pose dela. Quando elas caem no chão, até sentimos que talvez o Zemo usasse uma delas, contudo vamos lembrar que o Zemo ODEIA Super Soldados. Por isso, ele começa a pisar destruindo quase todas as doses... Quase. John Walker chega derrubando o nosso amado Vilão e coloca no bolso a única dose que o Zemo não conseguiu destruir, enquanto a Karli foge.


Então começamos a ver um pouco mais do lado no John neste episódio. A primeira coisa que acontece com ele é perder uma luta para as Dora Milaje, que seguiram ele para poder encontrar o Zemo, mas John queria prender o Barão, até pra servir de trunfo, e resistiu as defensoras de Wakanda. Obviamente ele apanhou feio, já que elas são muito bem treinadas em seu país. O que irrita o John é que elas não têm super poderes e, mesmo assim, o derrotaram sem muita dificuldade. Ainda temos de quebra uma cena do braço do Bucky sendo desativado por elas.

A segunda cena envolvendo o John é uma conversa entre ele e o Hopkins na qual eles relembram o tempo que passaram numa guerra e que resultou em três medalhas de honra para John, mas o tom da conversa dá a entender que ele não as merecia pelo que fez, o que já nos bate um mal pressentimento ainda maior pelo John e pelo que ele é capaz de fazer, ainda mais com Hopkins, ao ser questionado, afirma sem pensar que tomaria o soro do Super Soldado.

Voltando a Karli, que é o centro do episódio, é visível que ela confia (ou pelo menos tenta) no Sam, ao querer conversar a sós com ele – embora ela telefone para a irmã do Sam, o que poderia ser ameaçador, mas era apenas para evitar que John apareça – o Falcão topa se encontrar com ela, mas o Soldado Invernal não vai deixar o amigo ir sozinho nessa.


No local marcado, eles malmente conseguem conversar porque John Walker consegue localizá-los. O capitão, numa bela demonstração de força, consegue prender o escudo em uma parede de concreto, o que mostra que ele também aparentemente está com vozes na cabeça. Aqui entramos no dilema do primeiro filme do Capitão América: o soro só reforça o que a pessoa que o tomou já é, Steve não foi corrompido pelo soro justamente porque ele já era um herói e uma boa pessoa antes de usá-lo, ser exposto ao soro só fez ele aumentar as suas qualidades além das habilidades, enquanto John e Karli não eram tão heroicos, logo nenhum dos dois, apesar de ambos tentarem da sua maneira, serão o Steve.


John então vai demostrando sua força e derrotando um a um os membros dos Apátridas. Vale ressaltar que, apesar de serem fortes, os Apátridas que tomaram do soro eram pessoas normais antes. Já o John era um herói de guerra. Então, apesar de ambos serem fortes, o Capitão é, de longe, muito mais habilidoso. Por isso ele usar o soro igualou, ou até, melhorou o jogo. Quando ia acontecer o embate com a Karli, Hopkins é atingido por ela e acaba morto, deixando John, irado, sem dúvidas. Daí surge um problema: Um novo Super Soldado irritado.

Quase todos os Apátridas fogem, menos um que é morto pelo problema citado antes. Uma multidão de pessoas, celulares filmando, Bucky e Sam desesperados assistem ao novo Capitão América assassinando alguém, em praça pública com o escudo que um dia pertenceu a Steve Rogers.


Então só reforça o que falei com vocês sobre o soro: o John já tinha vários problemas psicológicos devido a sua vivencia na guerra. O soro potencializou isso, além de presenciar a morte do seu melhor amigo na sua frente. Esse foi o estopim para que ele pirasse.


Como o mundo reagirá ao ver o Capitão América assassino a sangue frio? Será que haverá a aliança entre Karli e Sam (e Bucky, automaticamente – ou não)? A pequena aparição de Sharon Carter no episódio, mas ainda interessada no soro, trouxe um pouco mais de certeza que ela é “O Mercador do Poder”? Vamos aguardar pra ver.


P.S.: Na cena em que John lutava contra as Dora Milaje, o Zemo conseguiu fugir de fininho.


Nota: 4 acarajés e um abará