Review - Homem-Aranha: Sem Volta Pra Casa

Esse texto contém muitos spoilers de Homem-Aranha: Sem Volta Pra Casa. Se você caiu aqui de paraquedas, dá tempo de ver a crítica sem spoilers clicando AQUI.



A partir de agora é por sua conta em risco e eu aviso uma coisa: Você está avisado!


Eu confesso a vocês que eu era do time de que tivesse três Tom Holland por uma preocupação bem honesta: pecarem pelo excesso do fan service e perderem muito a mão trazendo muita coisa desnecessária, assim podendo matar o hype do filme mais esperado do ano. A gente já sabia que teria alguns vilões dos outros filmes, tais como Duende Verde (Willem Dafoe), Dr. Octopus (Alfred Molina), Electro (Jamie Foxx), sem contar a presença do Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch). Somando esse bonde todo, a ideia de que Andrew Garfield, Tobey Maguire, Charlie Cox e companhia limitada me assustava um pouco. Felizmente eu estava muito enganado.



Embora a justificativa tenha sido uma boa preguiça de roteiro - mas funciona. Não tem muito furo, é um belo gancho pra Doutor Estranho no Multiverso da Loucura e, por ter que esperar até lá pra saber se não teve influências externas ou não, a ideia de Stephen Strange ter topado fazer aquilo tudo porque sim me pegou um pouco -, a construção da entrada deles, a manutenção de personalidades e a dosagem certa de aparições possibilitou uma experiência maravilhosa tornando esse filme um dos eventos mais grandiosos da Marvel.


Sem dúvida, os pontos fortes são as construções e desenvolvimentos dos principais personagens. Inclusive achei maravilhoso a concepção dos "irmãos" Peter Parker: O mais velho (Tobey Maguire) ser o maduro, confiante, resolvido. O do meio (Andrew Garfield) ser complexado, ter problema de auto estima e ainda aprendendo a lidar com as dores da vida. O mais novo (Tom Holland) tendo uma perda recente, muitos problemas em lidar com grandes responsabilidades e muito impulsivo.


A aparição pontual de Charlie Cox como Matt Murdock - um bom advogado -, inclusive na mesma semana que o Rei do Crime (Vincent D'Onofrio) aparece em Gavião Arqueiro, foi um lembrete que ele está entre nós e que a Marvel nunca dá ponto sem nó. Por isso que eu relevo todo o rolê do Doutor Estranho, haja vista o belíssimo trailer do Multiverso da Loucura depois dos créditos finais. Apesar disso, saber que provavelmente não veremos outro momento de Tom Holland e Charlie Cox juntos me entristece um pouco (isso que não falei de Ryan Reynolds). Mas a Marvel tem um plano e confio nele.


As atuações são maravilhosas. O roteiro é muito bom, embora tenha seus defeitos. O CGI é 8 ou 80, vide o capricho no Dr. Octopus e a coisa triste que ficaram Lagarto (Rhys Ifans) e Flint Marko (Thomas Haden Church). O filme é o mais engraçado de todos já feitos do teioso. Homem-Aranha: Sem Volta Pra Casa é um evento, é um dos mais grandiosos entre os filmes de heróis e merece demais o hype que o cerca. Mas não nem é o melhor filme da Marvel do ano e provavelmente você não está preparado/a/e para essa conversa, ainda.


Nota: Não dar nota máxima é maluquice. 5 acarajés.



Calma. Vamos conversar um pouco sobre as cenas pós-créditos, que nem me atrevo a dizer que são duas, até porque tem um TRAILER nesse bolo.


O primeiro é a Sony dizendo: "Eu tenho um plano!" e em outras épocas isso não foi boa coisa. Deixar aquele pingo de simbionte no mesmo universo do Parker do Tom Holland pode dar muito bom, ou pode dar muito ruim reviver o embate entre Homem-Aranha e Venom, embora o último seja infinitamente bem melhor construído. Queria ver Tom Hardy no MCM, mas foi por pouquíssimo tempo e passei vontade nessa.


O segundo é a Marvel dizendo: "Eu sempre tenho um plano!" e foi-se o tempo pra se duvidar do potencial da Marvel. A constatação disso foi o que vimos em What If... ir para as telas. Ver aquele bichão grande que parece o Shuma Gorath e o Doutor Estranho do Mal saindo do desenho e indo pras telas aqueceu o coração e aumentou consideravelmente o hype para esse filme. Que Sam Raimi saiba o que está fazendo e capriche muito. Estamos no aguardo.